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Selic a 4,25%. Entenda quais os impactos dessa decisão nos seus investimentos.

O COPOM, como é conhecido o Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil, definiu em comunicado ao mercado às 18h30 do dia 16 de junho, a nova taxa Selic. Em anúncio que seguiu o aumento esperado pelo mercado, o comitê optou por elevar em 75 bps a taxa básica de juros, o que trouxe a nossa Selic de 3,50% para 4,25% ao ano.


Após um período de forte estímulo monetário, em que a Selic passou de 14,25% em agosto de 2016 para 2,00% agosto de 2020, começamos a presenciar a normalização da taxa de juros para níveis considerados neutros, onde se espera que alcance 6,00% ao final de 2021.

gráfico de renda fixa com a evolução da taxa básica de juros Selic ao longo dos anos
Evolução da taxa Selic ao longo dos anos. Números em % ao ano. Fonte: Banco Central do Brasil

Entretanto, apesar dos benefícios de uma taxa de juros a níveis baixos, a contrapartida se mostra perigosa e presente, e uma hora a conta chega através da famosa inflação. E ela já se faz presente se observarmos os últimos dados divulgados pelo IBGE. Os principais indicadores de inflação (IGP-M e IPCA) acumulam uma alta de respectivamente 37,04% e 8,06% nos últimos 12 meses encerrados em maio de 2021, níveis substancialmente superiores às metas do Banco Central.


Portanto, buscando atenuar esse efeito, o comitê se vê obrigado a elevar as taxas de juros, conforme temos visto nas últimas reuniões para decisão da Selic.


Mas agora que você entendeu o motivo do aumento da Selic, deve estar se fazendo uma próxima pergunta: Como isso impacta os meus investimentos na bolsa de valores?


Falando especificamente sobre renda variável, uma taxa básica de juros mais elevada se traduz em um aumento do prêmio de risco. Esse prêmio de risco nada mais é do que o diferencial que você está disposto a pagar para os riscos intrínsecos às operações de renda variável, como a bolsa de valores. Exemplificando: Para investir em uma ação ou no índice Ibovespa, você deve esperar um retorno minimamente superior ao que teria investindo em ativos "livres de risco" como a taxa básica de juros (4,25%). Caso contrário, não faria sentido correr mais risco, em prol de um retorno inferior.


Como essa taxa tem aumentado constantemente nos últimos meses, pode-se esperar um fluxo migratório para ativos de renda fixa, com os investidores buscando maior segurança, principalmente no momento em que temos a bolsa de valores próxima da máxima histórica.


Outro fator interessante e pouco observado, é o impacto desse aumento da taxa de juros no custo das dívidas das empresas. Com uma Selic mais alta, as empresas terão maiores despesas financeiras quando desejarem captar recursos através de dívida, o que aumenta o custo de capital da empresa e por sua vez se reflete em um menor valuation.


Apesar dos impactos negativos, o aumento se fez necessário para conter uma inflação que, se descontrolada, poderia causar um problema ainda maior para o país.


Entretanto, o aumento em questão já era esperado pelo mercado e se refletia nas taxas futuras de juros e no preço das ações da bolsa de valores. O que o investidor deve observar a partir de hoje é se a inflação se comportará de forma controlada conforme esperado. Caso contrário, o Banco Central pode ser obrigado a atuar de forma mais agressiva no aumento da Selic para contê-la, e aí sim ter um impacto negativo além do previsto nos níveis atuais.


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