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Adeus 120 mil pontos? Ibovespa despenca após dados de inflação americana.

Tinha tudo pra ser uma terça-feira normal.


Ibovespa navegando rumo aos 120 mil pontos. Sobrevivendo às vésperas das eleições. Ignorando as falas duras dos diretores do nosso Banco Central.


A agenda econômica dessa semana não estava tão movimentada assim, mas um dado (lá nos Estados Unidos) parece ter desmoronado o castelo.


Mas antes desse dado, tivemos algo bastante positivo sobre a economia brasileira, e que deveria ser celebrado (se o mau humor do mercado deixasse).


A surpresa positiva veio no desempenho do setor de serviços, que avançou 1,1% ante uma expectativa de 0,5% de crescimento mensal em julho.

O número não só sustenta projeções de alta para o PIB do Brasil em 2022, como acende o alerta para a persistência da inflação, que têm sofrido bastante com a atividade elevada no setor.


Enquanto os investidores ainda digeriam o desempenho do setor de serviços durante o café da manhã;, veio o tão aguardado dado sobre a inflação americana.


Aula: Os americanos tem como indicador oficial de inflação o CPI (não, não tem nada a ver com corrupção), algo equivalente ao nosso querido IPCA.


A inflação americana avançou 0,1% em agosto, ante uma expectativa de queda de 0,1%. A diferença que parece pouca, levou a alta de preços acumulada nos EUA para 8,26% nos últimos 12 meses.

O número já está bastante próximo do observado no Brasil, que tem uma inflação acumulada de 8,73% nos últimos 12 meses.


Quem diria que os Estados Unidos teriam uma inflação de país emergente.


Olhando assim, parece até pouco. A real é que nós brasileiros estamos bastante acostumados com uma inflação elevada (e que já foi muito pior).


Mas pros americanos, isso é algo praticamente sem precedentes!


Nós montamos um quadro para você ter uma ideia de como a alta nos preços está nas máximas históricas em quase todas as categorias:

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Com os dados da inflação americana em agosto, aumentam as expectativas que dão quase certeza para um aumento de 75 bps na próxima reunião do Federal Reserve, em 21 de setembro. Antes da divulgação, ainda cogitava-se um ajuste de 50 bps, que agora parece totalmente descartado.


As projeções agora indicam 0% de chance de 50 bps, 78% de chance de +75 bps e 22% de chance de 100 bps (que até ontem nem existia).

Como taxas de juros maiores impactam de forma negativa nas ações, as bolsas americanas reagiram com uma queda que dispensa explicações.


O S&P 500 fechou o dia a -4,32% enquanto a Nasdaq com queda de 5,16%. O mau humor contaminou o nosso Ibovespa, que fechou a terça-feira com queda de 2,30%, no patamar de 110.793 pontos.


Para o Federal Reserve, parece não restar outra alternativa se não um aumento agressivo na taxa de juros americana na próxima reunião. E um ajuste de 100 bps para tentar acabar com essa história parece cada vez mais provável.


Enquanto isso, nossa bolsa brasileira sofre as dores internacionais enquanto tenta atravessar a turbulência chamada eleição. Não será fácil, e os próximos meses prometem fortes emoções.


P.S.: No próximo dia 21 de setembro, além da decisão da taxa de juros americana às 15h (horário de Brasília), teremos a decisão da Selic a partir das 18h30 (e que ao que tudo indica, deve chegar aos 14% em sua última alta.


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