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1.000.000 de investidores

Atualizado: 19 de abr. de 2019

Acumulando uma alta de 5,68% em 2019, a bolsa de valores brasileira atingiu no mês de março a marca histórica de 1 milhão de investidores cadastrados, sendo 982.721 pessoas físicas e 24.692 pessoas jurídicas. Um avanço de 49,8% se comparado ao mesmo período em 2018, quando possuía menos de 700 mil registros.

*Até Março de 2019. **Segmentação de dados não disponível. Fonte: B3 / Alkin Research

O avanço deste número se justifica pela expectativa de uma melhora na economia brasileira aliada a taxa de juros menos atrativas na renda fixa, com a taxa Selic hoje em 6,5%, que leva investidores a adotarem participações mais arriscadas através do mercado de renda variável.


O número reportado esta semana pela B3, apesar de expressivo, está muito aquém de países com um mercado de capitais altamente desenvolvido. Abrangendo uma população superior a 209 milhões de pessoas, segundo o IBGE, o Brasil encontra-se com apenas 0,48% de seus habitantes com participação direta no mercado acionário. Nos Estados Unidos, esse percentual supera os 50%, o que no Brasil significaria um aumento de 100 milhões de investidores.


A meta de 5 milhões de CPFs cadastrados, estabelecida em 2009 por Edemir Pinto, então presidente da BMF&FBovespa, segue distante, com o número atual de investidores mais próximo à população carcerária do país, que em agosto de 2018 era de 602.217 pessoas, segundo dados do Conselho Nacional de Justiça.


Entretanto, a estratégia elucidada pelo próprio Edemir que justifica essa potencial evolução ainda é válida. O Market share de ETFs (fundos de índice), ainda é pouco abordado no país se comparado às demais nações e contribuiria significativamente para que o número de investidores fosse maior. Há também, espaço para que empresas que hoje são de capital fechado, sejam listadas em bolsa e atraiam novos participantes.


Alocar capital na bolsa de valores exige um conhecimento acerca de seus riscos e uma maturidade do investidor em inevitáveis momentos de baixa. Entretanto, o aumento da participação dos residentes no Brasil no mercado acionário, é extremamente benéfico para toda a sociedade, uma vez que possibilita um maior acesso de capital para as empresas e permite aos investidores participar dos lucros e da evolução das companhias listadas.


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